As sereias que singraram o Atlântico

Andréa Caselli

 

Resumo:

O mito das sereias, presente em várias culturas, permanece fascinante. Representadas esteticamente na Antiguidade Clássica em corpos de pássaros e serpentes, transfiguram-se na Idade Média também com corpos de peixes. Criaturas híbridas, a sua mutação também provocou modificações na sua simbologia. Este artigo sistematiza e analisa a imagem da sereia como entidade receptora de culto, personagem folclórica e elemento histórico no âmbito das relações entre Portugal e Brasil. O interesse no tema deve-se ao fato de lendas e narrativas míticas brasileiras acerca das mulheres encantadas terem origem na literatura e na arte medievais portuguesas. Para tanto, as fontes foram textos medievais como os sermões de Santo Antônio, os bestiários e os livros de linhagem nobiliária. Foi utilizado um referencial teórico de autores da história e da folclorística como Leite de Vasconcellos e Gilberto Freyre.

Palavras-chave:

Mouras encantadas, folclore português, lendas brasileiras, religião, literatura.

Referência para citação:

Andréa Caselli. “As sereias que singraram o Atlântico”. Práticas da História, Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past, n.º 10 (2020): 219-248.

 


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< Práticas da História, nº 10 (2020)