Más allá del orientalismo: leer a Marx entre Chakrabarty y Aricó

Marcelo Starcenbaum

 

Resumo:

Além das diferenças entre as práticas intelectuais e políticas de Dipesh Chakrabarty e José Aricó, o trabalho de ambos os autores representa uma maneira comum de intervir na discussão sobre o
orientalismo de Marx. Simultaneamente ao trabalho de Said e aos debates gerados por ele, o historiador indiano e o intelectual argentino desenvolveram uma leitura de Marx focada nas ambivalências
do pensador alemão em relação às sociedades não europeias. Diferenciados da hipótese de um eurocentrismo necessário na configuração da teoria marxista, os dois autores fizeram um esforço para
demonstrar a necessidade de ter conceitos marxistas para dar conta das realidades periféricas. No caso de Chakrabarty, resgatando a narrativa do capital, mas abrindo o corpus marxista ao problema
da diferença histórica. No caso de Aricó, desestabilizando a tradição marxista através da recuperação de um Marx interessado nas especificidades das sociedades não europeias. Através dessas operações, Chakrabarty e Aricó desenvolveram um movimento crítico dentro do marxismo que envolveu a manutenção de uma posição materialista, mas também a abertura a singularidades nacionais e regionais.

Palavras-chave:

Dipesh Chakrabarty, José Aricó, Marxismo, Orientalismo.

Referência para citação:

Marcelo Starcenbaum. “Más allá del orientalismo: leer a Marx entre Chakrabarty y Aricó” Práticas da História, Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past, n.º 11 (2020): 81-110.

 


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< Práticas da História, nº 11 (2020)