Scientific Humanisms and the Anthropocene, Or the Dream of Steering the Evolution of the Human and Natural World

Marianne Sommer

 

Resumo:

Este texto procura dialogar com as diferentes formas de humanismo, designadas como novas, científicas, evolucionárias ou ecológicas, que emergiram da história da ciência e da biologia evolutiva desde o período entreguerras até ao pós-segunda guerra mundial. O texto centra-se em questões relativas ao progresso, à teleologia, ao universalismo e ao eurocentrismo nas conceptualizações da história (da evolução), do presente e do futuro que lhes estão associadas. Segundo a grande narrativa de Julian Sorrell Huxley, as transições que tiveram lugar no limiar entre o inorgânico e o biológico e do biológico para a fase humana ou psicosocial da evolução transformaram as regras do jogo. Uma das principais figuras da síntese moderna, Huxley opunha-se fortemente à teleologia. No entanto, esta última era indispensável para manter a possibilidade de um desenvolvimento consciente na fase humana. Combinados com a ciência ecológica e com programas ecológicos aplicados, estes humanismos resultaram numa prefiguração do que hoje designamos por Antropoceno. Tal como o Antropoceno, estes humanismos assentam na responsabilidade universal da humanidade pelo futuro do planeta. Embora aparentemente os verdeiros guardiões do evolucionismo progressista fossem elites científicas, é então a própria noção de Anthropos inerente a estes conceitos que parece ser problemática.

Palavras-chave:

Humanismo, Evolução, Teleologia, Antropoceno.

Referência para citação:

Marianne Sommer. “Scientific Humanisms and the Anthropocene, Or the Dream of Steering the Evolution of the Human and Natural World” Práticas da História, Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past, n.º 11 (2020): 199-223.

 


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< Práticas da História, nº 11 (2020)