Heterogeneidades – uma perspectiva invulgar da filosofia da história a partir do Manifesto Comunista.

José Miranda Justo

 

Resumo:

O Manifesto Comunista, redigido basicamente por Marx imediatamente após o segundo congresso da Liga dos Comunistas, decorrido entre 29 de Novembro e 8 de Dezembro de 1847, contém elementos vários que, para além de uma certa concepção da história baseada no conceito de «lutas de classes», apontam igualmente no sentido de uma filosofia da história embrionária. Partindo da concepção deleuziana de «filosofia» e de «conceito», mas também de uma distinção conceptual entre diversidade, multiplicidade e heterogeneidade que procura aprofundar a concepção da «multiplicidade» em Deleuze e Guattari, este artigo trata de demonstrar que a filosofia da história que se encontra em estado nascente no Manifesto é caracterizada por um elevado grau de heterogeneidade que permite uma leitura do texto decididamente orientada na direcção de uma abertura marxiana da história que contradiz o ultra-unitarismo e o fechamento das leituras mais vulgarizadas.

Palavras-chave:

Marx, heterogeneidade, abertura, filosofia da história.

Referência para citação:

José Miranda Justo. “Heterogeneidades – uma perspectiva invulgar da filosofia da história a partir do Manifesto Comunista.” Práticas da História, Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past, n.º 7 (2019): 77-104.

 


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< Práticas da História, nº 7 (2018)