The Popular Front and Marxism in Eric Hobsbawm’s Historical Works.

George Souvlis

 

Resumo:

Este artigo procura compreender a relação entre a historiografia e a política em Eric Hosbsbawm. De modo a interpelar esta relação complexa, precisamos de distinguir entre a sua metodologia marxista (que foi o quadro analítico por si mais utilizado – ainda que não o único – nas suas investigações historiográficas) e o seu entendimento frentista (nacional e popular) da política, paralelo ao seu apoio à URSS no pós-guerra, evitando assim tomar uma coisa pela outra. As ferramentas analíticas marxistas que Hobsbawm utilizou nas suas obras, escolhidas de acordo com as especificidades das investigações que foi desenvolvendo, provieram de debates desenvolvidos, em primeiro lugar, no interior do Grupo de Historiadores do Partido Comunista e, em segundo lugar, de discussões mantidas com outros historiadores e intelectuais. A política de frente nacional e popular que assumiu como estratégia ideal em diferentes conjunturas históricas e o seu apoio à URSS como pólo global de oposição à hegemonia norte-americana eram um efeito da politização de Hobsbawm nos anos de 1920 e de 1930 no quadro da Internacional Comunista. Se é certo que estas duas realidades coincidiram no tempo e são indissociáveis uma da outra, guardam entre si uma autonomia relativa.

Palavras-chave:

Marxismo, Eric Hobsbawm, Frente Nacional, Partido Comunista da Grã-Bretanha.

Referência para citação:

George Souvlis. “The Popular Front and Marxism in Eric Hobsbawm’s Historical Works.” Práticas da História, Journal on Theory, Historiography and Uses of the Past, n.º 7 (2019): 105-131.

 


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< Práticas da História, nº 7 (2018)